Antes de passar ao esclarecimento, começo por publicar, com a devida vénia e agradecendo a autorização do autor, o poema, de José Félix, que foi alvo de censura por parte da Administração do site “escritArtes” e que causou uma polémica que provocou uma expulsão (a do poeta Xavier Zarco) e alguns abandonos, a do próprio José Félix (a pedido, por não concordar com acto censório) e de outros, a par dos que, pelo menos mencionaram tal intenção:
Soneto (ecfrásico)sobre a imagem identificativa de "Helen de Rose", no escritArtes
Na vertente do olhar, Helen de Rose
Não cabe a escuta, o eco da tua voz
A messalina que tem essa pose
Descreve os lábios um desejo atroz.
Os olhos são assim a dupla dose
Que no sentido lúbrico são a foz
De Eros submetido à Hipnose
Transformando-a, a deusa, em seu algoz.
Que te sossegue o rosto, o teu cabelo
E as faces sejam lume nos meus lábios
Se houver a mais pequena transparência.
Porém, se não for atendido o apelo
Eu fico no devaneio dos sábios
A perscrutar a voz da minha urgência.
José Félix , In: ateiadaaranha.blogspot.com
e retirado por censura no www.escritArtes.com
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ESCLARECIMENTO:
A minha presença no site “
escritArtes”, surgiu a convite da senhora Goreti Dias, que para tal solicitou ao, aqui “residente” neste pátio, Domingos da Mota, ao sabê-lo meu amigo, o meu e-mail pessoal. Aceitei o convite e de forma alguma estou arrependido, pois não confundo os colectivos, com as atitudes pessoais. A foto identificativa que lá coloquei é mesmo minha, tal como o nome (Eduardo Roseira). Nunca me escondi e dando a cara e o nome, verdadeiros, nada tenho a esconder, ao mesmo tempo que, por tal, sou responsável por tudo o que por lá escrevi e venha a escrever.
Por lá andei, umas vezes mais assíduo do que outras, e sempre evitando ao máximo comentar poemas e mesmo até a agradecer comentários que me eram dirigidos.
Até que um dia, pensando eu que estava num lugar de verdadeira Poesia e como tal de Liberdade, respeito por ideias e expressões contrárias, motivado contra o acto de censura praticado pela anterior Administração ao poema de José Félix, acima publicado, por solidariedade com este e com o solidário e expulso Xavier Zarco, postei em 19 de Junho, o poema de minha autoria, que passo a publicar:
SIRVAM-SE!...
(a alguns censores e outros estupores)
minhas senhoras
e meus senhores.
porque esperam?
sirvam-se!
sirvam-se dela à vontade!
vá lá, continuem o banquete.
que a mesa posta
é fruto
da vossa maldade.
porque esperam?
continuem a reinação.
sirvam-se dela,
que é vossa!
pois embora seja filha
da imaginação que é minha.
ela é o vosso espelho.
porque é feita de...
...ca...qui...nha!...
vá lá!
façam dela serventia.
sirvam-se!
sirvam-se...da minha poesia!
eduardo roseira
Este meu poema, independentemente do seu pouco valor literário, veio a suscitar um renovar da polémica que envolveu o belíssimo poema (de descrição ecfrásica) de José Félix, que o levou a ser
alvo de censura e
à expulsão de Xavier Zarco, e de tal forma, que foi alvo de dois comentários (ver mais à frente), do senhor Dionísio Dinis, (antigo Administrador), em que me pedia para parar de insultar e de caluniar a senhora Goreti Dias, (antiga Administradora).
Eu estranhei, mas compreendi, que o senhor Dionísio Dinis, viesse em defesa da referida senhora, apesar de eu
NUNCA a ela me ter referido, mas sim e sempre me ter dirigido à
ADMINISTRAÇÃO no seu
TODO, o qual é logicamente, constituído por um grupo de pessoas, com diferentes formas de pensar e ver, mas que no caso em questão, não souberam, inicialmente, lidar com a situação de “conflito” entre o José Félix e a “Helen de Rose”.
Quanto a mim a dividida Administração, devia ter, independentemente dos diferentes critérios de opinião, feito um comunicado no “escritArtes”, a esclarecer de imediato, tudo e todos, assumindo claramente as suas atitudes e evitando assim toda a polémica que surgiu.
Mas quem sou eu para estar aqui a “meter foice em seara … administrativa”…
Ainda relativamente ao comentário do senhor Dionísio Dinis era para não lhe dar resposta, aceitando o final do seu comentário:
“…Assunto encerrado!”
Contudo fui “forçado” a mudar de opinião, isto porque entretanto,
recebi uma mensagem pessoal, enviada para o meu e-mail e proveniente do e-mail da senhora Goreti Dias, com carácter insultuoso, mentiroso e ameaçador. (ver mais à frente).
Embora estupefacto, pelo facto de a referida senhora, não ter comentado no “escritArtes” o poema “Sirvam-se!...”, (apesar de, ao que me parece, ter delegado no senhor Dionísio Dinis), não estranhei, pois a senhora Goreti Dias, ao enviar-me um e-mail particular, pensava estar livre de dizer o que muito entendesse e de forma “escondida”, para assim continuar a aparecer no “seu” “escritArtes”, “angelicamente” aos olhos de quem a lê…
Ao usar este blog para acrescentar um pouco de clareza a esta polémica e aos ataques que me fazem, tal como o está a fazer o José Félix, no seu blog:
ateiadaaranha.blogspot.com, faço-o essencialmente e, aqui, de forma mais elaborada, para não o fazer no “escritArtes”, devido ao respeito que me merecem a grande maioria dos que por lá escrevem e convivem.
Por outro lado, este blog, é aberto a todos os que quiserem comentar! E podem estar à vontade que não haverá censura, nem expulsões! Aqui os comentários são directamente publicados e nunca serão retirados.
A DUALIDADE DE CRITÉRIOS DOS MEMBROS DA EX(?) ADMINISTRAÇÃO DO ESCRITARTES!
Os membros da ex-Administração do “escritArtes” e muito particularmente o senhor Dionísio Dinis e a senhora Goreti Dias, pelos vistos, entre outros males, padecem do mal da dualidade de critérios, senão veja-se, ou seja, leia-se:
1 - Júlio Saraiva, Poeta e Jornalista brasileiro, em comentário ao poema “Lápis” de Domingos da Mota, refere o seguinte:
>“- parágrafo único: embora nem todo o filho da puta seja censor, todo o censor é filho da puta”
2 – Júlio Saraiva, no seu post “Visto de Saída”, refere-se à “expulsão e censura” dos poetas José Félix e Xavier Zarco.
3 – Domingos da Mota, Poeta de Gaia, Portugal, em comentário ao “Visto de Saída”, de Júlio Saraiva, a dado passo diz: “…e assim, uns por censura, outros por expulsão, ou em solidariedade….”
Estranhamente (ou talvez não), em nenhum destes post’s, ninguém da Administração (actual e antiga), nem pessoalmente o senhor Dinis e a senhora Dias, vieram comentar, dizendo que não tinha havido censura, expulsão, ou mesmo até (e especialmente) insurgirem-se contra o jogo de palavras usadas pelo Júlio Saraiva, “censor/filho da puta”.
No meu caso, e refiro-me ao meu poema “Sirvam-se!...”, que dedico (a alguns censores e outros estupores), o senhor Dinis, fez logo o primeiro comentário (não sei se sentindo-se com a palavra “censores” se com a “estupores”), tendo feito um segundo comentário após resposta minha ao dele e ao do Domingos da Mota, os quais, e sempre, com a intenção de me referir contra o acto censório tomado pela ADMINISTRAÇÃO no seu TODO e nunca a ninguém em particular, respondi dizendo que o meu poema “Sirvam-se!...” - era um recado a uma série de “… recalcados e prepotentes…com mente de merda…” , ao que o senhor Dinis, comenta desta forma e vindo em defesa da senhora Dias e muito ligeiramente da Administração da qual tinha feito parte:
“Prezado Roseira, aqui nesta casa não existe censura, nem a administração anterior, na pessoa de Goreti Dias, teve atitudes censórias ou coisa semelhante.
Haja vergonha na cara, para que o insulto e a calúnia à Goreti Dias - como administradora cessante, termine de vez. Porque sem fundamento e sem qualquer razão válida!
Assunto encerrado!”
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Do que eu mais gostei, foi do ditatorial “Assunto encerrado!”.
Se da minha parte, como já referi, iria dar o assunto por encerrado, ao receber o e-mail (particular) da senhora Dias, o qual transcrevo, porque sou Senhor de publicar toda a correspondência que me é dirigida, assim como quem não deve não teme, apenas lamentando que a senhora Dias, não tivesse tido coragem de me responder publicamente no “escritArtes”, da mesma forma e com as mesmas letras, como o fez para o meu e-mail particular. Deliciem-se que eu não comento e teor do mesmo:
---------- Forwarded message ----------
From: MG Dias
Date: 2009/6/23
Subject: escritartes
To: Eduardo Roseira
Se o púdica era piada para mim, vá chamar púdica a quem sabe... E saiba que merda é o que há na sua cabeça. Páre de insultar quem o recebeu bem naquela casa. E deixe-se de covardias. Conhece-me pessoalmente, venha dizer-mo na cara. Não se esconda que eu quando o encontrar pessoalmente lhe direi o que penso de si. Só não comentei o seu texto porque tenho o direito de não ter vontade de comentar merda.
Passe bem e não se esqueça que eu não sou a administradora. Sou a Goreti que um dia conheceu e com quem conviveu. E pediu que o convidassem para aqui. Você é como os cães que mordem em quem lhes estende a mão para lhes dar de comer. Páre para pensar e porte-se como um homem.________________________________
CONCLUSÃO
Estranhamente, ou talvez não, o senhor Dinis, dá uma de “advogado” da senhora Dias, até parecendo que nunca houve Administração.
Por outro lado, fala de insulto e calúnia à referida senhora, mas que eu saiba, nunca “insultei” a referida senhora e se tive palavras mais duras foram, repito, contra a ADMINISTRAÇÃO no seu TODO.
Quanto ao facto de não ter existido “censura/atitudes censórias”, porque motivo não teve o senhor Dinis, o mesmo tipo de comentário, noutros poemas e comentários?
É caso para dizer que o senhor Dinis e a senhora Dias, devem sofrer dum mal que é conhecido por: “estrabismo conveniente”, tal a dualidade de critérios, aliás a senhora Dias, tem outro mal, que é o de confundir a liberdade de expressão e opinião, com a subserviência.
Quanto ao e-mail da senhora Dias, eu disse que não o comentava, pois ele fala por si.
Ainda relativamente ao meu poema “Sirvam-se!...”, quando o dedico (a alguns censores e outros estupores), fi-lo a pensar em TODOS os que praticam ou mandam praticar actos censórios, que os apoiam, mesmo que em silêncio. Além disso, não quis só referir ao “escritArtes” mas a todos os mais diversificados espaços em geral, onde se praticam tais más “artes”.
Logo após ter colocado este meu esclarecimento aqui no “ecos do meu pátio”, que está sempre aberto a TODOS, vou despedir-me do site “escritArtes” endereçando os interessados a visitarem este blog, para verem quem é quem no meio disto tudo.
Acresce ainda referir, que no que me diz respeito, não me importo que me chamem de estupor, desde que a tal me obriguem a ser, assumo-o e mais nada. Contudo sentir-me-ia, insultado se me chamassem de censor! Mas se me chamassem de “censor/filho da puta”, aí considerava-me gravemente insultado.
Mas pelos vistos há pessoas que se sentem insultadas quando as apelidam de censores; estupores, recalcados, e prepotentes com mente de merda e de Administração pudica, como eu os tratei e não me arrependo, contudo nem sequer se sentem beliscadas quando as tratam, mesmo que num brilhante jogo de palavras, de “censor/filho da puta”.
NOTA FINAL:
Não preciso de me intitular como defensor desta ou daquela causa, nem dizer que sofri esta ou aquela opressão, antes e até depois do 25 de Abril de 1974, mas ao longo da minha vida sempre me habituei a sofrer/pagar pelo facto de ser SOLIDÁRIO,e NUNCA me arrependi, daí que não me causa estranheza nenhuma as atitudes de alguns….
Termino citando Miguel Torga:
“Os poetas são como os faróis: dão chicotadas de luz à escuridão.”
… neste caso permitam-me, e Torga que me perdoe, ao acrescentar:
… lá pelos “e(u)scritArtes” existem uns quantos iluminados cuja visão anda ofuscada pelo brilho que não tem…
Eu cá pela minha parte (e seguindo a dica do Mestre Júlio Saraiva, poeta e Amigo lá do Brasil), cito outro Poeta brasileiro, Thiago de Mello, no titulo de um dos seus livros:
“Faz escuro, mas eu canto”
Um abraço fraterno e solidário.
eduardo roseira