sexta-feira, 4 de junho de 2010
SER BEIRA-RIO
quarta-feira, 7 de abril de 2010
UMA ESTRELA CHAMADA AMIZADE - texto colectivo
e a luz da Estrela entrou no seu quarto.”
Era uma ”Estrela Mágica”
tão mágica…tão mágica…
que “à noite brilha muito, muito, muito…”
O seu brilhar é tanto, que
“…dá luz ao Planeta Terra”.
A Estrela chama-se “Amizade
e é muito bonita por Amor”.
Um dia ao saber que a poluição
afligia uns amigos seus,
“A Estrela caiu no rio e sorriu para os peixes.”
Isto aconteceu porque :
“A Amizade é estar com os nossos amigos
quando precisam de nós.”
Porque :
“A Amizade não se compra constrói-se,
todos a devemos construir.”
E a melhor forma de a construir,
é unir todas as estrelas mágicas
que existem dentro de nós
e fazermos uma Estrela chamada Amizade.
eduardo roseira
Vila Nova de Gaia
23-Setembro-2004
Poema elaborado com base nas frases sobre a “Amizade” e “A Estrela Mágica”, de alunos do 1.º ano do Ensino Básico, da Escola da Praia – Santa Marinha – Vila Nova de Gaia, seleccionadas pela Professora Maria do Céu, no ano lectivo 2003/2004.
- A Amizade é muito bonita por Amor.
- A Amizade é estar com os nossos amigos quando precisam de nós.
- A Amizade não se compra constrói-se, todos a devemos construir.
- A Estrela à noite brilha muito, muito, muito…
- A Estrela brilha e dá luz ao Planeta Terra.
- A Estrela caiu no rio e sorriu para os peixes.
- A menina estava a dormir e a luz da Estrela entrou no seu quarto.
domingo, 5 de abril de 2009
UM POEMA DE JULIO SARAIVA

BREVE RAIO X DO POETA
para Domingos da Mota e Eduardo Roseira, numa roda d'amigos - consagro
o poeta não é o samba
o poeta não é o fado
o poeta não é a zoeira
o poeta não é o enfado
o poeta não é a verdade
o poeta é foda
o poeta é fato
pé de sapato esquecido
resto de dicionário
palavra fora de uso
o poeta não faz seu destino
e nem fará a revolução
o poeta é um filho da puta
o poeta é um serviçal
o poeta é uma sentinela
o poeta não é porra nenhuma
o poeta é um sacripanta
violador de meninas
tocador de violoncelo numa
sexta-feira de chumbo qualquer
o poeta é a puta que me pariu
por detrás dos muros da morte
o poeta não é bravo e nem forte
nem um mar de velas pandas
o poeta não é bandeira
o poeta não é pessoa
é só sujeitinho à toa
que cai no meio da rua
o poeta é um viado
pecado capital da palavra
é um animal sem sorriso
o poeta é o funcionário público
que diz pois-não-obrigado
o poeta subverte à ordem
o poeta cospe no chão
o poeta caga na rússia
e declara amor ao japão
o poeta adivinha a lua
o poeta vai ao comício
o poeta foge do hospício
o poeta é bicho de circo
o poeta morre de enfarto
aos pés da primeira mulher
sem que o jornal se apoquente
o poeta...
de uma vez por todas
sejamos sinceros
: o poeta ontem ia bem - obrigado
Júlio Saraiva (Brasil)
In: http://www.escritartes.com/
Fotografia extraida com a devida vénia do site: escritartes






