sábado, 16 de janeiro de 2010
COMUNICAÇÃO
Comunicação.
Não! Não pensem que vou imitar os Senhores Presidente da República, Primeiro-Ministro ou mesmo até o Cardeal Patriarca, e fazer uma comunicação ao País..
Mas se me permitem, não me levem a mal, mas insisto na comunicação.
Não! Não se assustem, repito-vos que não vou fazer uma qualquer comunicação ao Povo, não! Aliás, quem sou eu para tal ?
Vou sim , falar de comunicação .
De cada vez que ouvimos tal palavra, pensamos logo em MEIOS de comunicação (T V; Telex; Telefone; Telemóvel; Fax; Rádio; Internet, Redes Sociais, etc…) ou em VIAS de comunicação (Estradas; Ipês; Icês; Vcês; Auto-Estradas; Caminhos de Ferro; Marítimos e Aéreos.
Mas porque andamos todos mesmo no "ar", esquecemo-nos do essencial que existe na palavra COMUNICAÇÃO.
Sobre a qual a páginas tantas, o meu velhinho "tira-teimas", a que convencionalmente damos o nome de dicionário, diz ser:
- Acção ou efeito de comunicar; convivência; trato.
Para umas linhas mais adiante dizer que: - COMUNICAR, é o acto de fazer comum e falar.
De tudo isto saliento o acto de convivência; trato, mas muito especialmente o falar.
Embora se diga que " é a falar que a gente se entende " , na realidade nem sempre se pode entender a fala como sinónimo de COMUNICAÇÃO.
É que há por aí muito boa gente que passa horas em frente a um aparelho de TV ou rádio, ou a “teclar” email, ou mensagens nos telemóveis e nas redes sociais a ouvir um comunicador, ou a comunicar, sem que do outro lado alguém lhe dê a COMUNICAÇÃO de que tanto necessita.
Este é apenas um dos muitos reflexos da situação que vivemos no mundo actual, em que tendo tudo tão próximo, tão à mão, estamos cada vez mais longe do nosso semelhante e muitas vezes, mesmo até de nós próprios.
Tomemos como exemplo:
A milhares de quilómetros de distância ocorre uma guerra, que nos é trazida em directo, com todos os pormenores, aos quais assistimos na sala onde confortavelmente sentados no sofá e de cerveja na mão olhamos maravilhados (?) para os horrores da guerra .
Ali bem perto de nós, no quarto ao lado, dorme uma criança que passadas poucas horas irá para a escola;
- " Tem nove anos, anda na terceiro. . . Não… anda no quarto ano... Hum!... ou será no terceiro?!... Bem, isso pouco importa, eu gosto dele! É meu filho… - …eia! Já está… mais um avião derrubado!... "
(mais uma cerveja e continuamos de olhos vidrados no ecrã.)
Eis aqui um caso de falta de COMUNICAÇÃO entre pai e filho. Mas outras mais existem, nesta sociedade que vive constantemente a falar de causas comuns; de comunidades; só que fazem tudo isto relegando para segundo plano a COMUNICABILIDADE, uma qualidade que anda cada vez mais afastada de todos nós, que corremos como nunca o sério risco de ficarmos a falar sozinhos!!!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
SE UM DIA...

“…todo o mundo vai ao circo
menos eu, menos eu (…)
…fico de fora escutando a gargalhada.”
Maria Bethânia
se um dia…
o mundo parasse
para alguém sair…
não se admirem se eu ficasse...
se um dia…
o mundo parasse
ficaria calmo…
quieto…
qual sentinela
a vê-los partir.
e logo que ele
de novo acelerasse
ficaria no encanto
da minha janela
a sorrir…
a sorrir…
a sorrir…
se um dia…
o mundo parasse
e alguém
me questionasse
a razão de eu não sair.
eu diria que:
- nem com todos
gosto de ir!
menos eu, menos eu (…)
…fico de fora escutando a gargalhada.”
Maria Bethânia
se um dia…
o mundo parasse
para alguém sair…
não se admirem se eu ficasse...
se um dia…
o mundo parasse
ficaria calmo…
quieto…
qual sentinela
a vê-los partir.
e logo que ele
de novo acelerasse
ficaria no encanto
da minha janela
a sorrir…
a sorrir…
a sorrir…
se um dia…
o mundo parasse
e alguém
me questionasse
a razão de eu não sair.
eu diria que:
- nem com todos
gosto de ir!
(imagem: sapo.pt)
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
M(á)MÓRIA...
a ânsia
de partir
levou-me…
segui viagem
num colorido
navio…
…de
casco
p
o
d
r
e…
eduardo roseira
(imagem:sapo.pt)
AS ORIGENS DO HOMEM ARANHA

Spyder-Man – O Homem Aranha, um dos heróis da minha infância.
Herói que me levou a romper muito calção e a ganhar uns tantos aleijões... pudera!... é fácil trepar às árvores, só que depois do voo, o chão é duro.
Mas duro, foi uns anos mais tarde, já adulto, aperceber-me de que afinal o Homem Aranha não correspondia ao meu tipo de herói.
Foi precisamente quando cheguei à conclusão de que o rapaz era, músculo, mas só na fatiota, que tirando isso é lingrinhas…fininho, assim do tipo – muito músculo, mas nada másculo!
Como se isso não bastasse, adora trepar em tudo o que lhe aparece. Num gesto muito gentil, a sua mãozinha lança a teia e zás…trepa logo.
Depois, os postes, sim os postes, não pode ver um que se atira logo a eles. Anda sempre enroladinho com todos os postes que encontra.
Como se todas estas as coisas não bastassem, o raio do moço veste uns collants, bem apertadinhos na perna e justinhos na nalga…só para realçar o músCUlo.
Aliás, analisando bem, o Homem Aranha tem mesmo o ar do tipo de rapaz que faz bordados, renda e cozinhados e deve ser do género de homem que quando vai à casa de banho faz chi-chi sentado.
Mas afinal quais são as origens do Homem Aranha?
Quem são os pais deste herói da BD, do cinema e dos joguinhos…de mão?
Em conclusão, acho que o segredo da sua paternidade está no cruzamento dos collants por parte do papá e das teias de aranha por parte da mamã.
Quer dizer, que os pais do Homem Aranha devem ser o Zé Castelo Branco e a Betty.
(imagem: sapo.pt
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A HISTÓRIA DO TÓ MANSO
Meu nome é Tó! Tó Manso.Dizem-me: Homem perfeito!
Gozam comigo com’um tanso,
pois p’rás gajas não levo jeito.
O amor forte e louco
é como o Euromilhões.
Jogas, jogas, sai-te pouco,
continuas teso e sem…tostões.
Pensando qu’ela era séria
arrematei-a num leilão.
Saiu-me uma grande galdéria,
agora chamam-me morcão.
O amor que por ela tinha
era coisa sem retorno.
Insisti, forcei, ela foi minha,
em troca virei em corno.
Esta coisa de ser chifrudo
tem muito que se lhe diga
Ou o dinheiro não dá para tudo,
ou tens fraco pêndulo na barriga.
Não consigo viver feliz,
por causa desta desdita.
Mas o destino assim quis,
resta-me afagar a… dita.
Cheguei por fim à conclusão
no que toca ao desamor.
Se já tens pouca tesão,
deita-te a ver filmes de terror.
Do amor ao desengano
é um pequeno passo.
Mais vale amar uma feia,
do que ser corno dum traço.
O meu viver foi triste e stressado,
com tal gesto insuportável.
Se eu soubesse, tinha-me casado
com uma boneca insuflável.
(imagem: sapo.pt)
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"ÀRIA" DE SERVIÇO
1 automóvel
2 automóveis
3 automóveis….
100 automóveis…
200 automóveis…
300 automóveis
Ai! Que confusão
Pó-pó-pó…pó-pó-pó…
Sai buzinão
Pó-pó-pó…pó-pó-pó…
Sai buzinão
400 automóveis…
500 automóveis…
600 automóveis…
Mas que tormento
Tanto automóvel
Pó-pó-pó…
Sai engarrafamento
Pó-pó-pó…
Pó-pó-pó…
Pó…luição
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MÃE - Parabéns pelos teus 90 anos
Mãe ,
que palavra
que palavra
tão sublime.
Mãe,
tantas palavras
já se disseram
sobre ti.
Mãe,
não encontro
mais palavras...
a não ser:
- Mãe, gosto de ti!!!
eduardo roseira
(foto: eduardo roseira(filho))
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
LABIRINTO DE EMOÇÕES...
I
na tarde solarenga de calor abrasador, persigo as sombras que passam.
- o velho de cajado na mão e com um gasto chapéu de feltro cinzento na cabeça, que vai subindo o íngreme cansaço da calçada.
- a senhora que caminha vagarosamente sob o peso da sua anafada figura, enquanto arrasta atrás de si um puto de desgrenhados cabelos negros, que na mãozita agarra com muita força uma bola vermelha.
- à frente de uma sombra felina, passa um cão de língua de fora, sequioso de água que não vê, nem pressente.
eu, de copo de refrescante cerveja na mão, sentado numa sombria varanda de ilusões, tento não pensar em nada, mas as sombras que passam levam-me em viagem até a um saudoso futuro cuja sombra há muito persigo, fazendo-me olhar o passado que já não sei, ao mesmo tempo que me mostram a cruel realidade deste mundo cão.
... até que o estridente soar do telefone rompe o silêncio, roubando-me aos pensamentos...
- atendi!...
... era engano !!!...
II
o sol já lá vai há muito tempo.
à memória chega-me uma chuvosa e fria noite de inverno, passada na companhia de um quente e amargo café que vou sorvendo de pé, enquanto olho a estreita rua deserta através da janela de um gélido quarto.
nas alugadas quatro paredes cal, as sombras da pouca mobília quebram a solidão.
no espelho vejo a gorda lua que entrou pelo fino das cortinas.
o silêncio irrita!
o frio corta, dói !
nem o negro líquido, que quase a ferver me vai escorregando pela garganta, consegue desfazer o seu frígido nó.
braseira..., aquecedor..., são luxos que não sei.
a moer-me no íntimo, não está o que pago, mas sim o porquê de um dia a esta porta ter batido.
ah! Soubesse eu, onde encontrar o destino?
perguntar-lhe-ia todos os porquês!
não os de hoje, mas os de amanhã.
depois..., bem...
...nem depois, nem agora.
é que o destino nunca o alcançou ninguém.
ele foge, foge...mesmo até quando já chegamos ao fim.
como é cobarde o destino !
sempre a iludir-nos!
- o irritante silêncio continua.
- o frio insiste.
nem a memória me aquece!!!
III
... distantes são as travessuras e os inocentes dias da meninice...
pondo de lado as “obrigações” ditadas por uma lucidez que nos impede as recordações, dou comigo a querer reencontrar-me e de quando em vez sou levado até tempos retidos no mais íntimo da memória, que nem mesmo o amarelecer das fotografias consegue fazer esquecer.
sou despertado tão intensamente, que a saudade do tempo da inocência bate-me à porta de forma tal, que mesmo a lembrança da sala de aulas me mostra o quadro negro, no qual ainda restam vestígios de giz das contas que entretanto o “noves fora” da vida foi apagando.
fechando os olhos, a memória insiste, levando-me em simultâneo a vários pedaços de tempo e a histórias plenas de alegrias e vivências, que de tão intensas que são, fazem com que eu me perca...
... tal é o labirinto de emoções!!!...
eduardo roseira
(imagens: sapo.pt)
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sábado, 9 de janeiro de 2010
JÁ NÃO ERGO A MINHA TAÇA (ainda o Natal)
por cada natal
que passa
já não ergo
a minha taça,
entristecido
por saber
que o pobre
está cada vez
mais pobre,
tão pobre
de teso,
que já perdeu
a conta
ao seu peso.
já não ergo
a minha taça
por cada natal
que acontece
e solto
a enorme praga,
que o “grande”
me merece,
por sabê-lo
podre de rico,
tão rico,
que não sabe
o valor do seu peso,
por tão empanturrado
de obeso.
já não ergo
a minha taça
por saber
que há fome
em meninos
nus de corpo
e de alma,
que só tem direito
a brincar,,,
com os próprios
dedos da mão
de tão pobres,
pobres,
que eles são.
por cada natal
que passa
já não ergo
a minha taça,
por saber
que outros meninos
deitam fora
pães inteiros
e partem brinquedos
sem conta,,,
e o pior!
é que o fazem
pela vida fora.
já não ergo
a minha taça
por cada natal
que me surge,
porque a minha
alma, grita…
se insurge!
perante as inverdades
que acontecem
todos os dias
da semana,
sejam, domingo,
terça e até nas
“quintas”…
num desfile
de baixa categoria,
feito pela ditas
supertias…
quero eu dizer:
- por essas autênticas…
…pros…ti…tu…t(i)as!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
...ignoro...
…ignoro
todos aquelescujos olhos
são as vozes/maldosas
dos outros!...
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
AQUI…*
Aos desempregados,
à “menina” Filomena
e a mim… (porque não?)
aqui…
atende-se
a desilusão
e o desencanto.
aqui…
ouve-se
o lamento
e o pranto.
aqui…
oferece-se
a esperança
e o alento.
aqui…
renova-se
a alegria
e a confiança.
aqui…
afasta-se
todo o desgosto,
receitando-se calma,
com o melhor sorriso
que temos na alma
e no rosto.
…porque…aqui…
neste rame-rame diário
atendemos vidas
presas ao calendário.
eduardo roseira
* Ecos de um posto de atendimento
da “Apresentação Quinzenal”, do
IEFP a que estão obrigados os
desempregados.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A GRAVATA DOS poetas...
a gravata cor-de-rosa
veste o político que nos goza
a gravata laranja
veste o euro-político
lá na “estranja”
a gravata encarnada
é a do político “berrante”
e de palavreado cansada
a gravata, seja de que cor,
não é para o poeta pôr,
pois o poeta…ah…o poeta
caga na gravata
e despe-se de preconceitos!!!
porque… poema…
não rima com gravata
porque…
o poema é do sonho a razão
o poema não segue eleitos
nem lhes é servidão.
mas atenção,
muita atenção!
o “ego-marketing” sem gravata
é crime merecedor de punição,
com severas penas.
não havendo uma única excepção,
nem mesmo para os poetas,
a quem a gravata
lhes esgana os poemas!!!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
LÁGRIMAS...
lágrimas veludo
correm no leito
das minhas rugas
lágrimas do tudo
do nada
umas mágoa
outras preito
marcas da minha luta
lágrimas alegrias
outras sofridas
marcas de bons
e maus dias
na alma esculpidas
lágrimas pecado
ironia
humor
e as por um grande…
grande amor
lágrimas recordações
que guardo
de horas mágicas
e solidárias
lágrimas emoções
de cenas trágicas
e das horas contrárias
lágrimas paridas
lágrimas contidas
lágrimas sentidas
porque sofridas
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
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lágrimas; eduardo roseira; poesia
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
NO LENÇOL
no lençol
marcas rugascorpos suor
aqui e além
nítidos e minúsculos
arabescos
em esperma desenhados
de mãos dadas
o silêncio cansaço
de dois corpos
d(el)eitados
numa cama
ninho amor…
amor…
amor…
eduardo roseira
(imagem:sapo.pt)
domingo, 3 de janeiro de 2010
INTIMIDADES
é nesta letra indecisa
que cruzo lentamente,
nó a nó,
oceanos de imaginário.
faço do papel o meu mar.
da caneta o meu navio.
ao leme – eu!
o meu destino
é ida sem volta.
através dos meus olhos/vigias,
o meu viver traça rumos
guiados pelo meu coração/bússola.
minhas poucas virtudes
são mar chão.
meus defeitos muitos,
mar encapelado.
vão construindo
as marés do meu existir.
a minha mente
é um oceano de ideias,
que controla
os meus modos/ondas
e minhas tempestades/manias.
… e assim vou navegando
os mares das minhas
intimidades.
eduardo roseira
(imagem:sapo.pt)
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Intimidades; mar; edudardo roseira; poesia
sábado, 2 de janeiro de 2010
2010 – ANO EUROPEU DA LUTA CONTRA A POBREZA - Notas & Comentários
1 - A União Europeia (U.E.), estabelece o limiar da pobreza em (60%) sessenta por cento da média do rendimento do país. No caso de Portugal o valor do patamar mínimo é de 406 euros mensais por pessoas.
(…e as Associações Patronais, ainda dizem que o aumento do Salário Mínimo Nacional de 450 para os 475 euros é elevado!?...O que é que se compra com 25 euros? Eles sabem? Eu dou só uma dica, é que na maioria dos casos, não chega para pagar o passe mensal do transporte que nos leva às suas empresas!...)
2 - A taxa de pobreza infantil em Portugal encontra-se nos (23%) vinte e três por cento. Os países nórdicos são os mais bem colocados, com cerca de (10%) dez por cento e os piores, com (34%) trinta e quatro por cento, são a Bulgária e a Roménia.
(…pergunto eu: Os romenos que andam por aí na pedincha, em tudo quanto é semáforo, portas de supermercados e outros mais locais…estão contabilizados onde? Na Roménia ou em Portugal?...cá por mim, como temos (2) dois milhões de pobres no nosso país, penso que os romenos devem estar integrados nessa parcela…)
3 – Diz também a U.E., que em 2009, (73%) setenta e três por cento dos portugueses tiveram dificuldades para pagar as suas contas quotidianas.
(…como eu, nem nenhum elemento da minha família, das minhas amizades e conhecimentos, respondemos a qualquer inquérito sobre tal tema, pela certa que a percentagem deve ser bem maior…)
Este ano de 2010, considerado como Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza, vai ser de difícil combate contra a pobreza económica e questões sociais que lhe estão envolventes, combate esse que se torna ainda mais difícil, quando se encontra pela frente a pobreza de espírito dos nossos políticos. Aí a luta é quase impossível.
eduardo roseira
(imagem:sapo.pt)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
O "CALDO" ENTORNADO
Tomando à letra o velho, mas sempre actual lema:
- “Mais vale um gosto na vida, do que alguns tostões na algibeira.” – Juntei os trocos e não fazendo contas à dita, não fosse arrepender-me, resolvi pegar na “patroa” e fazer o que de há muito nos esquecia, ou seja, ir deitar o ano fora, num dos muitos “reveillons” que se realizou na vizinha e orgulhosamente chamada Porto - Cidade Património Mundial.
Como é hábito nestas ocasiões, animação é coisa que não falta e há até, os que, devido a um “grão, a mais, na asa”, sobressaem dos outros. Motivo que não foi o de um certo “senhor” de cabelos grisalhos, aparentando cinquenta e poucos anos, vestido com fato de bom corte, acompanhado da esposa e de dois filhos, que estavam numa mesa próxima da minha. “Senhor” esse, ao qual vou chamar de a partir de agora, de Azevedo.
Azevedo, que desde que chegou ao baile, nada de alcoólico bebeu, ressalve-se, mas sobressaía sem grandes euforias, pela sua vivacidade e alegria, no que era acompanhado pela sua risonha esposa e pelos filhos.
Era, à primeira vista o protótipo da pessoa sem problemas e daqueles de quem dizemos:
“- Corre-te bem a vida!”
Dava mesmo gosto de ver. Metia inveja a sua alegria contagiante, e até pelo facto de sermos aproximadamente da mesma idade, disse para mim próprio e para a minha mulher: “- Gostava de ser como ele, sempre assim tão divertido!”
Com o decorrer da festa, já 2010 tinha algumas horas, e com o acumular de líquidos, a minha bexiga resolveu dar sinais de si e pedir para funcionar pela primeira vez neste jovem ano.
Fiz-lhe a vontade, que remédio...e ao entrar nos lavabos, empurrei a porta entreaberta de um dos “reservados” e...- ”Raio” de pontaria a minha!... – gritei para mim mesmo. Ficando de tal forma...com o que vi, que até perdi a vontade fosse para que “necessidade” fosse, com a surpresa e enorme decepção que apanhei!
Não por ser a primeira vez, que infelizmente, deparava com igual cenário, mas sim por ver o meu “ídolo” (?), deste baile de fim de ano a “entornar o caldo”!...
De joelhos, com as mãos sobre a sanita, estava, nem mais nem menos, o Azevedo a preparar o “caldo” para injectar nova dose de energias de alegria?!?!?!
Alegria contagiante, mas camuflada, por ser falsa!
- Porquê Azevedo? Desiludiste-me, pá!...
... e afinal, quantos Azevedos por aí andam a desiludir-nos, enganando-se a si próprios com falsas alegrias...
eduardo roseira
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Reveillon
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
"Mensagem" de Bom Ano
mais um novo ano
mais guerras novas
que as velhas (raios...)
nunca mais morrem...
...e nós preocupados
com os aumentos!?...
está quase na hora do jantar,
abro o frigorífico
e a escolha é difícil!
que chatice... (raios...)
ter que fazer mais uma refeição...
...por falar nisso...
a Somália ainda existe?
...e nós preocupados
com a inflação!?
mas que importam todos
os conceitos e nobres filosofias,
se o que eu quero,
é apenas viver feliz
neste novo ano,
resolver de uma vez por todas,
o que destinar para as refeições
e continuar a ir aos concertos "? aid"
e vender armas para a próxima guerra.
...e dirão todos vós: RAIOS!!!
que estúpida contradição
tem este gajo!
eduardo roseira
BOM ANO e vamos reflectir no que fazer para que a nossa esperança, deixe de ser sonho, mas sim real.
(imagem: sapo.pt)
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BOM ANO; Poesia; eduardo roseira
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
O DEGRAU - a Filomena Fonseca, autora do livro de Poesia "Os Degraus da Casa"
uma velha casa
um degrau que rangia
as suas memórias.
era a poesia
a passar!
eduardo roseira
JF Bonfim-Porto
21-Março-2009
(imagem: sapo.pt)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O QUE ME IRRITA
Mário Soares, disse um dia: “- Todos, temos o direito à indignação!” - Uma frase que de tão usada por “todos” e por “dá cá aquela palha”, me leva a ultrapassar os limites do tal “direito à indignação”, ao ponto de ficar verdadeiramente irritado, por dois motivos:
- Primeiro, com o uso e abuso da dita frase.
- Segundo, com o facto de na maioria das vezes, serem pessoas de responsabilidades ao nível do Estado, do Governo e da política, os quais se ficam apenas pelo acto de indignados, sem darem soluções, ou fazerem seja o que for, para resolverem os casos que lhes causam tal “direito á indignação”.
Eu, sinceramente, que me irrito e de que maneira!
E ao olhar para o que me rodeia, acreditem que me perco na longa lista de situações que me levam a dizer, entre outras coisas, que...
... O QUE ME IRRITA...
...é saber que existem pessoas que não vão a uma consulta ao Centro de Saúde, por não terem os cerca de três euros para pagar a taxa moderadora.
...é saber que muitos dos que vão a essa consulta, saem de lá com requisições de exames, análises e outro tipo de tratamentos que necessitam de fazer, mas não os fazem, por não terem dinheiro para tal.
... outros há, que saem das consultas com receitas para medicamentos, que nunca são comprados na farmácia, porque o dinheiro que tem no bolso, mal lhes chega para a alimentação, agravando assim o estado de saúde.
... noutras ocasiões, se chegam a comprar a medicação, por incrível que pareça, são forçados a “cortar” na alimentação, agravando na mesma a sua saúde.
...O QUE ME IRRITA...
...é saber que na maior parte destes casos, se encontram reformados, que trabalharam décadas a fio e actualmente recebem muito menos do que algumas pessoas que estão no desemprego, após terem trabalhado poucos meses, ou pior ainda, os que recebem o “máximo”, do chamado Rendimento Mínimo e até andam à “biscatada”, sendo que a maior parte deles nunca descontaram para a Segurança Social.
...é saber também, que mesmo no tempo das noites de Verão, em que sabe bem ir dar um pequeno passeio higiénico, existem pessoas, particularmente as idosas, que se resignam a um “cárcere privado” (1), embora por auto imposição, em virtude de terem medo de sair à rua, devido à insegurança que se faz sentir.
...é ter assistido a três energúmenos, após terem agredido um pacato cidadão sem qualquer razão aparente, à luz do dia, num parque público, terem feito frente, com insultos, ameaças, empurrões, recusarem-se a ser identificados e a serem levados para a Esquadra, perante nove, repito nove agentes da polícia.
...é ter ouvido um desses agentes a dizer, que nada faziam, porque no dia seguinte os indivíduos passavam por eles e ainda os gozavam, e que tinham também receio de os energúmenos em causa, mais tarde virem a declarar situações menos abonatórios, contra os agentes, que levassem os mesmos a ter que ir fazer umas “férias” em qualquer estabelecimento prisional deste País.
Para além disto e de muito mais, O QUE ME IRRITA, é saber que os tais que dizem ter “Direito á indignação!”, não param para ver, agir e solucionar, antes que muitos outros comecem a dizer, tal como eu:
- O QUE ME IRRITA...
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
- Primeiro, com o uso e abuso da dita frase.
- Segundo, com o facto de na maioria das vezes, serem pessoas de responsabilidades ao nível do Estado, do Governo e da política, os quais se ficam apenas pelo acto de indignados, sem darem soluções, ou fazerem seja o que for, para resolverem os casos que lhes causam tal “direito á indignação”.
Eu, sinceramente, que me irrito e de que maneira!
E ao olhar para o que me rodeia, acreditem que me perco na longa lista de situações que me levam a dizer, entre outras coisas, que...
... O QUE ME IRRITA...
...é saber que existem pessoas que não vão a uma consulta ao Centro de Saúde, por não terem os cerca de três euros para pagar a taxa moderadora.
...é saber que muitos dos que vão a essa consulta, saem de lá com requisições de exames, análises e outro tipo de tratamentos que necessitam de fazer, mas não os fazem, por não terem dinheiro para tal.
... outros há, que saem das consultas com receitas para medicamentos, que nunca são comprados na farmácia, porque o dinheiro que tem no bolso, mal lhes chega para a alimentação, agravando assim o estado de saúde.
... noutras ocasiões, se chegam a comprar a medicação, por incrível que pareça, são forçados a “cortar” na alimentação, agravando na mesma a sua saúde.
...O QUE ME IRRITA...
...é saber que na maior parte destes casos, se encontram reformados, que trabalharam décadas a fio e actualmente recebem muito menos do que algumas pessoas que estão no desemprego, após terem trabalhado poucos meses, ou pior ainda, os que recebem o “máximo”, do chamado Rendimento Mínimo e até andam à “biscatada”, sendo que a maior parte deles nunca descontaram para a Segurança Social.
...é saber também, que mesmo no tempo das noites de Verão, em que sabe bem ir dar um pequeno passeio higiénico, existem pessoas, particularmente as idosas, que se resignam a um “cárcere privado” (1), embora por auto imposição, em virtude de terem medo de sair à rua, devido à insegurança que se faz sentir.
...é ter assistido a três energúmenos, após terem agredido um pacato cidadão sem qualquer razão aparente, à luz do dia, num parque público, terem feito frente, com insultos, ameaças, empurrões, recusarem-se a ser identificados e a serem levados para a Esquadra, perante nove, repito nove agentes da polícia.
...é ter ouvido um desses agentes a dizer, que nada faziam, porque no dia seguinte os indivíduos passavam por eles e ainda os gozavam, e que tinham também receio de os energúmenos em causa, mais tarde virem a declarar situações menos abonatórios, contra os agentes, que levassem os mesmos a ter que ir fazer umas “férias” em qualquer estabelecimento prisional deste País.
Para além disto e de muito mais, O QUE ME IRRITA, é saber que os tais que dizem ter “Direito á indignação!”, não param para ver, agir e solucionar, antes que muitos outros comecem a dizer, tal como eu:
- O QUE ME IRRITA...
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A MALDIÇÃO DOS TELEMÓVEIS
Toca o telemóvel, são quase duas horas da manhã, coisa rara, eu dificilmente tenho o “télélé” ligado a tal hora.
Olho para o visor – número desconhecido – não atendo porque desde sempre tenho por costume não o fazer, pois não dou ouvidos a pessoas que se escondem no anonimato.
O “anónimo”, (aquela hora não devia ser um vendedor?), volta a insistir por mais duas vezes – Irra que é chato! – penso para comigo – Não estranho de quem seja a chamada, pois todos os meus amigos e familiares sabem bem que não atendo quando surge – número desconhecido – no visor, portanto posso ir dormir descansado.
Já é Sábado, amanhã não trabalho e só volto a fazê-lo daqui por oito dias – féééérias – ah!, coisa boa, descanso e mais descanso.
Durmo até às duas da tarde, a única coisa que tenho em que pensar é para onde hei-de ir nestes próximos dias, a escolha é fácil, ou seja, vou para perto porque os euros são poucos, quanto ao resto é ir até à praia e entreter-me com a leitura de uma ou outra revista de viagens com paisagens paradisíacas… e sonhar.
Por falar em viagem e sonho, já me contentava com uma ida a Paris, só que o que se gasta na passagem de ida e volta, dá-me para uns bons dias de férias por cá, no campismo.
Revejo mais uma vez o saldo bancário e decido que amanhã bem cedo parto de viagem e vou acampar em Vila Nova de Mil Fontes, está decidido!
…………………………………………………………………………………..
Com tudo isto já são quase seis horas da tarde quando chego ao meu destino, como estou de férias e nunca fui “escravo” do telemóvel só o volto a ligar agora.
- Ena!? – tenho o aviso de três chamadas não atendidas, do – número desconhecido – e um SMS que dizia o seguinte:
- “Migo, tenho um tlm novo- 900 123 321. Tentei ligar éne X – parto pra paris às 5 da manhã, volto dentro 5 dias. Keres vir, dou-te boleia. Liga-me, bjs, lena”........
eduardo roseira
(Imagem: sapo.pt)
Olho para o visor – número desconhecido – não atendo porque desde sempre tenho por costume não o fazer, pois não dou ouvidos a pessoas que se escondem no anonimato.
O “anónimo”, (aquela hora não devia ser um vendedor?), volta a insistir por mais duas vezes – Irra que é chato! – penso para comigo – Não estranho de quem seja a chamada, pois todos os meus amigos e familiares sabem bem que não atendo quando surge – número desconhecido – no visor, portanto posso ir dormir descansado.
Já é Sábado, amanhã não trabalho e só volto a fazê-lo daqui por oito dias – féééérias – ah!, coisa boa, descanso e mais descanso.
Durmo até às duas da tarde, a única coisa que tenho em que pensar é para onde hei-de ir nestes próximos dias, a escolha é fácil, ou seja, vou para perto porque os euros são poucos, quanto ao resto é ir até à praia e entreter-me com a leitura de uma ou outra revista de viagens com paisagens paradisíacas… e sonhar.
Por falar em viagem e sonho, já me contentava com uma ida a Paris, só que o que se gasta na passagem de ida e volta, dá-me para uns bons dias de férias por cá, no campismo.
Revejo mais uma vez o saldo bancário e decido que amanhã bem cedo parto de viagem e vou acampar em Vila Nova de Mil Fontes, está decidido!
…………………………………………………………………………………..
Com tudo isto já são quase seis horas da tarde quando chego ao meu destino, como estou de férias e nunca fui “escravo” do telemóvel só o volto a ligar agora.
- Ena!? – tenho o aviso de três chamadas não atendidas, do – número desconhecido – e um SMS que dizia o seguinte:
- “Migo, tenho um tlm novo- 900 123 321. Tentei ligar éne X – parto pra paris às 5 da manhã, volto dentro 5 dias. Keres vir, dou-te boleia. Liga-me, bjs, lena”........
eduardo roseira
(Imagem: sapo.pt)
domingo, 27 de dezembro de 2009
O NATAL E O NATAL
Imaginem o vosso espanto, se de repente vos aparecesse pela frente alguém que vos dissesse:
- Eu não gosto do dia de Natal!
Com certeza, que ao ouvirem tal afirmação, umas pessoas ficariam chocadas, outras até estupefactas.
Eu pessoalmente, já não fico duma maneira nem doutra, ao ouvir tal frase.
Aceito normalmente, que as pessoas assim pensem, pelo facto de que eu conheço alguém que costuma dizer que não gosta do dia de Natal e que, para além de ser meu intímo amigo, é aquilo a que se pode chamar de, um homem com “H” grande!
Este meu amigo é das poucas pessoas que tem a coragem de dizer aquilo que pensa, tendo contudo, o cuidado de respeitar sempre as opiniões dos outros, mesmo quando são opostas à sua forma de estar, (coisa muito rara nos tempos que correm!...).
Mas, para exemplificar melhor a sua maneira de ser e pensar, este meu amigo, ao dizer que não gosta do Natal, dá como razão principal, nada mais, nada menos, do que o seu nome:
- MANUEL ANTÓNIO NATAL!
E é por via deste seu último nome, que ele afirma não gostar da quadra que recentemente festejamos.
Diz ele, com um ar de graça, mas cheio de convicção, que não tem necessidade do Natal para o ser, pois ele já o é desde que foi à pia baptismal.
Aos mais intímos, como eu, ele diz que aquilo que mais adora ver no Natal, é precisamente o que gosta de assistir durante todo o ano:
- O brilho dos olhos de uma criança, que sorri cheia de felicidade!
Ao dizer isto, o meu amigo, Manuel António Natal, transmite aquilo que de bom ele tem e é, na realidade, ou seja:
- Um bom homem!
Ele é mesmo, daquele tipo de pessoas, incapaz de mentir aos outros, com receio de se enganar a si próprio.
É uma pessoa que: - Adora a sua família; ajuda os pobres; olha pelos idosos; dá de vestir aos nús; dá comida aos que tem fome; visita os reclusos e doentes; faz imediatamente as pazes com os que lhe querem mal (coisa difícil); dá brinquedos e ternura às crianças! E faz tudo isto sem ser rico. Aliás a sua riqueza não é a do dinheiro, mas sim a dos valores!
Enfim, o meu amigo Natal, também se podia chamar, Paz, Amor, Fraternidade ou Alegria, que qualquer um destes nomes lhe assentaria perfeitamente.
Entre ele e eu só existe uma diferença.
É que a família, os pobres, os idosos, os nús, os que tem fome, os reclusos, os doentes, os amigos, os inimigos, as crianças e o ser bom, para ele são coisas que existem e das quais se lembra durante todos os dias que o ano tem. Enquanto que para mim, o Natal tem sido só em Dezembro!
Afinal, dou a mão à palmatória, é que ao dizer que não gosta do Natal, que tem mesmo razão é o meu amigo:
- Manuel António Natal!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
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anti-natal; eduardo roseira; crónica
sábado, 26 de dezembro de 2009
"VENDIDA" A LISBOA
Após o Natal, voltamos ao real e cabe aqui tomar uma posição sobre o maior evento que até hoje aconteceu no Norte do País (que Portugal é só Lisboa).
Mas para lá de a Red Bull Air Race estar "vendida" à (e ao) capital, não podemos deixar de exprimir a nossa revolta nortenha, pelo facto de Lisboa, ter levado na parcela de Turismo do Orçamento, nada mais, nada menos do 75%!!! E o resto do País que se contente com a divisão dos restantes 25%!!!
Vergonhoso, especialmente quando TODO o País vai pagar o novo aeroporto, o TGV e o resto...
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
EMBRULHO DE NATAL
natal!
tempo de prendas fazer
em caixas de diversos tamanhos.
tudo feito com peso
e de forma desmedida,
mesmo que sem dinheiro na conta.
não esquecendo as fitinhas
e lacinhos de ornamentos
a condizer, para alimentar
o ego e o faz-de-conta.
natal!
faz-se da ocasião, montra
para esquecer todos os erros
e mesmo até qualquer ingratidão.
natal!
é também tempo para desculpar
o habitual “coitado”,
que afinal nos dá razão
para dizer que:
- o natal serve-se frio e…bem embrulhado!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
tempo de prendas fazer
em caixas de diversos tamanhos.
tudo feito com peso
e de forma desmedida,
mesmo que sem dinheiro na conta.
não esquecendo as fitinhas
e lacinhos de ornamentos
a condizer, para alimentar
o ego e o faz-de-conta.
natal!
faz-se da ocasião, montra
para esquecer todos os erros
e mesmo até qualquer ingratidão.
natal!
é também tempo para desculpar
o habitual “coitado”,
que afinal nos dá razão
para dizer que:
- o natal serve-se frio e…bem embrulhado!
eduardo roseira
(imagem: sapo.pt)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O PINHEIRINHO DE NATAL
Papá, vens deitar-me que eu conto-te uma história!
— Disse a pequena Helena Sofia, uma miúda ladina de sete anitos.
Eis uma situação não muito habitual, que soou como uma prenda de Natal.
Já aconchegada no calor da cama, com o seu pai sentado ao lado, a pequena Lenita começou a sua história:
— “Se eu fosse um pinheirinho de natal…
os meus brincos eram duas bolas de enfeite.
Os meus olhos, duas estrelas a cintilar.
O meu cabelo entrançado, as fitas brilhantes que abraçam a árvore.
O meu narizito, um pequeno sino a anunciar a vinda do Jesus Menino.
Depois, pedia muitas estrelas emprestadas, para com elas fazer uma enfiada de luzes.
Da minha boca sairia uma brisa suave, na qual viajava o Pai Natal.
O gancho do meu cabelo, era o trenó em que o Pai Natal, carregava as prendas para todos os meninos.
O trenó trazia sacos e sacos.
Num trazia Paz.
Noutro pão.
Noutro ainda, amor.
Nos restantes, tudo de bom para o Mundo.
Depois, quando voltasse a ser menina outra vez, gostaria de ter como prenda...ser um pinheirinho de natal!!!”
.................................................
Gostaste papá? — perguntou Lenita, já meia ensonada e após um breve silêncio.
Sem palavras, o pai aconchegando-lhe a roupa, beijou-lhe a testa.
Entretanto a pequena Helena Sofia, com um doce sorriso nas faces já dormia.
Com que é que estaria a sonhar?
NOTA: História escrita por mim, eduardo roseira, baseada numa história contada pela minha filha Helena Sofia Nunes Roseira, aos sete anos (1992) e ilustrada com uma colagem feita pelo meu filho José Mário Vasques Roseira, aos quatro anos (2001).
Esta a minha prenda de Natal para todos vós.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
AI, A NEVE É TÃO CHIQUE
“Serra da Estrela!”
disse o Pai Natal
“Aspen!”
disse o Diabo
“Val d’Isére!”
disse o Menino Jesus
“Cortina D’Ampezzo!”
disse Deus
Welcome to Sierra Nevada
terra de nuestros hermanos
neve barata para aquecer a alma
pinheiros de Natal e ponche quentinho
O Diabo portou-se mal no avião
encheu o corredor todo de pipocas
deu vivas a Bin Laden em voz alta
e apalpou o traseiro à hospedeira
À chegada foram todos equipar-se
gastaram um dinheirão só em esquis
a estância é para tias bem burguesas
gajos com muito cacau para torrar
Na noite de Natal lá no hotel
o Pai Natal adormeceu de boca aberta
o gorro às três pancadas, pendurado
as botas a brilhar junto à lareira
O Diabo embebedou-se com bagaço
pôs-se a escrever poemas escabrosos
e a discutir com Deus, aos berros
as razões do Boavista ter sido campeão
A noite acabou com artes Plásticas
toda a gente a desenhar com marcadores
corações, dedicatórias ternurentas
na perna engessada do Menino Jesus
Ai, é tão chique um Natal na neve!
Luís Graça
In: “Florilégio de Natal – 2001”
Editada pela Tertúlia Rio de Prata,
de Lisboa.
(imagem: sapo.pt)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
NÃO GOSTO DO PAI NATAL
Não gosto do Pai Natal
porque a mim já não me ilude:
todas as prendas que traz
dão-me cabo da saúde.
Traz no saco, que carrega,
cada vez mais sofrimento
e deixa-me logo «à pega»
baixando-me o vencimento.
Com discursatas perversas,
mil ilusões repartidas
enche o saco de promessas
que nunca serão cumpridas.
Eu não quero dizer mal
mas temos gostos opostos:
peço prendas plo Natal
e ele dá-me mais impostos.
E mal entra o Ano Novo
logo me cheira e pressinto
que eu, que pertenço ao Povo,
vou ter de apertar o cinto.
Sobe a água, sobe a luz,
e os aumentos são bem fortes
e, para aumentar a cruz
sobem também os transportes.
É pior de cada vez
que olho esse velho gaiteiro:
Já sei que vai sobrar mês
quando acabar o dinheiro.
No País em que vivemos
(somos quase 10 milhões)
Ali-Babás... poucos temos,
mas temos muitos ladrões.
Por isso é que não me ilude
este velhote atrevido:
Pai Natal é Robin Hood,
mas Robin Hood ... invertido.
Fernando Peixoto
(imagem: sapo.pt)
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poesia; anti-natal; Robin Hood
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
VAZIOS...ou o outro lado do Natal
o seu muito
é o pouco
que têm.
a sua riqueza
é ter muito…
de nada.
à noite
num colchão
feito cartão/soalho,
sem tempo para insónias,
dormem com as nuvens…
como agasalho.
o seu sono
tem por companhia
o sonhar…
com nadas.
a sua vida
é feita
com a riqueza
de imensos
vazios…
eduardo roseira
VNGaia
21/Dez/2009
(imagem: sapo.pt/www.combonianos.com)
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Natal; eduardo roseira; Poesia
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
ALEGRIA DE VIVER...(matemáticamente)
ai, deus meu!...
...um espelho partido...
...são sete anos de azar!!!
vou já partir mais três,
a ver se consigo
andar por cá
mais vinte e oito!!!
eduardo roseira
VNGaia
13/Outubro/2009
(Imagem: sapo.pt)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
uma nota...
uma nota
solta-se da pauta
e vai ao encontro
dum pássaro
a voar no céu,
que a segura na asa.
leva-a ao ninho
e deposita-a
nos pequenos bicos
que hão-de aprender
novos chilreios...
eduardo roseira
VNGaia
19/Outubro/2009
(imagem: sapo.pt)
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eduardo roseira; Poesia; chilreios; notas,
musica
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
DESESPERO...
... uma janela para o nada
num beco sem saída
numa casa desencantada
nesta cidade perdida...
eduardo roseira
VNGaia
4/Setembro/2009
(imagem: sapo.pt)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ES...QUE...CIMENTO...
sem folhas
despida
quase nua
a àrvore
ainda erguida
num terreno
da minha rua
sobrevive
esquecida
à sombra de uma grua
amarela.
de quando em quando
espreito
da minha janela
e lanço a lanço
vejo o crescer
de paredes cimento
e assisto ao morrer
da àrvore no seu descanso
em lento...
muito lento
es...que...cimento...
................
................
assumi
de novo à janela
passadas algumas luas
e a àrvore já não vi...
...no seu lugar
existiam
mais duas gruas...
eduardo roseira
VNGaia
8-Outubro-2009
In:"20 anos Poesis/20 poemas"
(Imagem: sapo.pt)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
AO CARDUME E À VARA...
eh! freguês…
é o bom do robalo…
andava no mar em cardume
e foi pescado à vara.
é o bom do robalo…
é a dez…
é a dez…
é aproveitar…
é o bom do robalo…
leve lá, óh…freguês…
é só a dez…
o quê?...
a dez!?...
o preço do robalo?!...
puxa…está caro…
mais vale por outra
“espécie” trocá-lo,
ou então…
ou então…roubá-lo!
oh!,,, freguês…
olhe que é a bom preço
este bom do robalo…
além do mais, vou embrulhá-lo,
para si que é bom cliente,
num bom envelope…
vai ver que fica
aquilo que se chama:
um mimo…um regalo…
eh! freguês…
é o bom do robalo…
andava no mar em cardume
e foi pescado à vara.
é o bom do robalo…
é a dez…
é a dez…
é aproveitar…
é o bom do robalo…
leve lá, óh…freguês…
é só a dez…
o quê?...
a dez!?...
o preço do robalo?!...
puxa…está caro…
mais vale por outra
“espécie” trocá-lo,
ou então…
ou então…roubá-lo!
oh!... freguês…
olhe que é a bom preço
este bom do robalo…
além do mais, vou embrulhá-lo,
para si que é bom cliente,
num bom envelope…
vai ver que fica
aquilo que se chama:
um mimo…um regalo…
oh!…freguês…
escute…escute…
é aproveitar…
é aproveitar…
antes que esgote.
oh!... freguês…
olhe que a oportunidade
ainda lhe escapa…
leve…leve o bom do robalo
mesmo ao preço da sucata!....
eduardo roseira
VNGaia
10/Dezembro/2009
(imagens retiradas do sapo.pt)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
ACRÓSTICO ANTI-NATAL
Fomenta a discórdia
Entre os que te rodeiam
Lacra os sentimentos
Insulta tudo e todos
Zaragateia a toda a hora
Nega os teus sorrisos
Atropela a inocência
Tortura os animais
Atormenta o teu próximo
Lubrifica toda a tua mesquinhez
(… e então, verás tudo aquilo que não desejas que te façam…)
eduardo roseira
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anti-natal; eduardo roseira; Poesia;
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
MANGUITO...
... e no dia em que um caixão
me couber em sorte...
... partirei então...
sorrindo e fazendo
um grande manguito à morte!
eduardo roseira
VNGaia
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manguito;morte;Poesia; eduardo roseira
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
OBAMA - Um Ponto Negativo

A rádio TSF noticiava às 23:48 no seu site, ontem, dia 24 de Novembro de 2009 o seguinte:
"ADMINISTRAÇÃO OBAMA EXCLUI ASSINAR PROIBIÇÃO DAS MINHAS TERRESTRES - O executivo norte-americano decidiu não assinar uma convenção internacional que proíbe as minas terrestres, revelou esta terça feira o porta-voz do Departamento de Estado. Ian Kelly afirmou que a administração Obama acabou recentemente de reapreciar a questão e decidiu não mudar a política da administração Bush."
O comentário que mais se ouve aqui pelo "pátio" é de que o "Nobel da Paz" Obama, perdeu um ponto na nossa consideração.
E assim deixo aqui ficar um grito de revolta, em nome de todos os estropiados e vitímas mortais, devido às minas terrestres, especialmente aos que participaram directa e indirectamente na Guerra Colonial.

GUERRA
Guerra rima com terra e coms serra.
Estranhamente, guerra não rima
com dor,
com horror,
com terror,
mas a guerra é um estupor.
Estranhamente, guerra não rima
com milhões
de vidas desperdiçadas à toa,
com biliões
em dinheiro, seja o dólar ou a coroa,
que vai enriquecer mafiosos,
nem um pouco escrupolsos.
Estranhamente,
guerra que devia rimar com dor,
rima com terra e com serra
que deveriam rimar com flor.
Regina Gouveia, in "Reflexões e Interferências"
Nota: As imagens foram extraídas do sapo/imagens, sendo que a que mostra a manifestação é da época do ex-Presidente norte-americano, George Bush.
sábado, 21 de novembro de 2009
VINGANÇA...

... na rua, distraídamente,
comendo pipocas,
ao atravessar a passadeira,
fui atropelado por um bando
desgovernado de...
...GALINHAS!?!?...
eduardo roseira
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AVES...

vós sois aves
em permanente voar
de poiso
em poiso
em busca do seu
melhor estar.
estáticamente
em sereno olhar
sinto a raiva
que vós sentis
do voar
dos vossos pares.
eu…
estátua
permaneço indiferente
ao vosso cagar.
eduardo roseira
(Foto da autoria de Eduardo Roseira,Pai,Porto,1997)
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Eduardo Roseira(pai),
Poesia
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
20 ANOS POESIS - 3 - Palavras Vivas
Integrado nas comemorações do 20.º aniversário do Grupo Cultural Poesis, na Casa da Cultura de Paranhos, no Porto, no dia 14 de Novembro de 2009, eduardo roseira apresentou o seu espectáculo "Palavras Vivas", na versão infanto-juvenil.
É um espectáculo com base em poesia de autores portugueses e braliseiros, à qual o "animador da palavra", eduardo roseira, alia técnicas de Teatro com base na pantomina e na mímica e anima os poemas que vai contando....
OS CONTACTOS PARA ESPECTÁCULOS PODEM SER FEITOS ATRAVÉS DO Telemóvel - 966 238 966 ou para o e-mail: eduardoroseira@gmail.com
(a fotografia que acompanha este texto é da autoria de Júlia Meireles)
20 ANOS POESIS - 2 - lenços poéticos
No passado dia 14 de Novembro de 2009, no decorrer das comemorações dos 20 anos do Grupo Cultural Poesis, a artista plástica Júlia Meireles, lançou a sua colecção de lenços bordados com poesia, cuja apresentação esteve a cargo de eduardo roseira, que sobre os mesmos referiu:
"Este produto é: artesanal; original; pode ser acessório de moda; peça decorativa e simultâneamente é um artigo cultural e didático - ou seja - pode ser considerado com um verdadeiro POP - Produto Original Português."
Já agora para todos os interessados em encomendar um lenço poético, podem enviar o poema escolhido para o seguinte email: julia8meireles@gmail.com - que em breve receberão a resposta com o estudo do lenço e o respectivo orçamento.
(A foto que acompanha este texto é da autoria de Júlia Meireles)
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lenços poéticos; Júlia Meireles; Poesis
20 ANOS POESIS - 1
A apresentação da Revista Nova Àguia foi sem dúvida o ponto alto das comemorações do vigéssimo aniversário do Grupo Cultural Poesis,que teve lugar no passado Sábado, 14 de Novembro de 2009, na Casa da Cultura de Paranhos, no Porto.
Do programa constou uma exposição de alguns artistas do Poesis, que apresentaram Pintura, Kim Berlusa e Luís Nogueira; Fotografia, eduardo roseira e de Artesanato de Júlia Meireles, que apresentou uma colecção de lenços bordados com poesia.
Na parte da tarde teve lugar o espectáculo infanto-juvenil "Palavras Vivas", de eduardo roseira e de seguida a apresentação da revista "Nova Àguia".
À noite aconteceu a habitual Tertúlia mensal da Poesis/Casa da Cultura de Paranhos, durante a qual teve lugar a apresentação da colectânea poética "20 anos POESIS 20 poemas", dedicada a Fernando Peixoto.
(A fotografia que acompanha o texto é de Júlia Meireles)
sábado, 7 de novembro de 2009
20 ANOS SOBRE A QUEDA DO MURO DE BERLIM


- 0 dia 9 de Novembro, entre boas e más memórias
Há precisamente vinte anos, dia 9 de Novembro de 1989, estava eu “preso” no Hospital da Prelada no Porto, tendo apenas a “liberdade” condicionada, o poder-me deslocar na cadeira de rodas.
Tinha sido operado ao fémur dois dias antes, situação que deixa qualquer mortal física e moralmente em baixo e sem paciência para nada, até porque em situações como esta andamos meios zonzos, porque afectados com a medicação que ingerimos.
Nesse dia 9 fui alertado pelo meu companheiro de sempre, o rádio portátil, que me deu uma notícia que me fez esquecer onde estava e as próprias dores do pós operatório, “saltei” para a cadeira de rodas e tive que “namorar” o pessoal de enfermagem para que me deixassem ficar depois da dez na sala a ver a Rádio Televisão Portuguesa… o Muro de Berlim tinha caído.
No dia seguinte ligaram-me da redacção da Rádio Paralelo, de Ermesinde, onde na altura trabalhava, a pedirem-me a habitual crónica para o noticiário das 13 horas, dizendo que tinha que ser, mesmo sabendo que estava hospitalizado. Já não me lembro do teor da mesma, apenas fiquei com os dois estes dois poemas:
OS POETAS VENCERAM!
poeta é aquele
que voa nas asas do sonho.
poeta é aquele
que torna verdade,
fazendo do que parece irreal,
com esperança e resignação,
uma verdade fundamental!
irmão, tu que és poeta,
tal como eu,
agarra-te às minhas asas
e comigo anda voar.
voar p’rá liberdade…
anda!
agarra-te a elas
e comigo voa.
força!
solta as amarras
que te impuseram.
vá junta-te a outros
nossos irmãos
e sem medo
derruba esse muro
que te castra a imaginação.
fá-lo dizendo não aos mitos
e aos “outros”, deixa-lhes
a vergonha.
depois, diz bem alto,
libertando os teus abafados gritos:
- abaixo os muros!
- adeus vergonha!
- os poetas venceram!
VINTE E OITO ANOS
(1961 - entre a construção e a queda - 1989)
foi sofrimento!
calado…
foi consentimento!
recalcado…
havia marchas,
ao som de tambores.
durante vinte e oito anos
de mágoas, marcas
e imensos dissabores.
---------------
A nove de Novembro de 1989, Berlim acordava para o mundo, o Muro caia. Noite dentro, entre lágrimas e abraço, os habitantes daquela cidade dividida ao longo de quarenta anos, festejaram o (re)encontro.
Ao som de palmas, seguidas de lufadas de ar negro, os “Trabis”, os pequenos carros alemães-democráticos com cores de rebuçado, invadiram as ruas do lado ocidental.
Dessa vez, ninguém ousou evocar as leis da protecção do meio ambiente. As garrafas de champanhe andavam de mão em mão. Era o princípio do fim de um longo pesadelo chamado Guerra-Fria.
A data não desperta, porém, boas memórias. Já em 1938, Berlim tinha acordado o mundo em nove de Novembro. A noite em que bandos de nazis iniciaram a sua “caça”, com espancamentos, prisões, destruição de lojas e pintura de paredes com a acusadora/denunciadora estrela de David e a frase “Não compres a Judeus.”. Era o primeiro passo para o Holocausto!
Uma tragédia que ficou conhecida na história, com o nome perversamente romântico de: “Noite de Cristal”.
Ironia das ironias, hoje festeja-se e bem, a Queda do Muro há vinte anos, a Nove de Novembro, mas ninguém refere o outro, nada romântico, nove de Novembro de há setenta e um anos.
eduardo roseira
terça-feira, 13 de outubro de 2009
PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2009
O Nobel da Paz foi este ano atribuído ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama!...
Torci com os americanos para que ele fosse eleito e continuo a simpatizar com ele, mas daí
até concordar com a atribuição deste Nobel, acho que é muito cedo...sem mais comentários cito
as palavras, que subscrevo, de um outro Presidente norte-americano, que também admirei:
"SÃO PRECISOS DOIS PARA FAZER A PAZ!" - John F. Kennedy (1917-1963)
Torci com os americanos para que ele fosse eleito e continuo a simpatizar com ele, mas daí
até concordar com a atribuição deste Nobel, acho que é muito cedo...sem mais comentários cito
as palavras, que subscrevo, de um outro Presidente norte-americano, que também admirei:
"SÃO PRECISOS DOIS PARA FAZER A PAZ!" - John F. Kennedy (1917-1963)
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Kennedy;,
Prémio Nobel da Paz; Obama
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
DOIS EM UM - Debate(?) Louça x Jerónimo
Assistimos não a um debate, mas sim a duas entrevistas em paralelo, daí o dois (entrevistados) em um (debate?).
Conversa entre camaradas de diferentes partidos, mas com inimigos comuns (a direita e o bloco central).
Esta conversa com uma moderadora/entrevistadora, foi morna, tipo - eu e tu não nos atacamos - "cada um com a sua bicicleta", mas com as buzinas caladas.
Empate técnico...porque combinado.
Só faltou no final, ver o Louça e o Jerónimo, abraçados e a cantarem em uníssono a "Internacional Socialista"!
Conversa entre camaradas de diferentes partidos, mas com inimigos comuns (a direita e o bloco central).
Esta conversa com uma moderadora/entrevistadora, foi morna, tipo - eu e tu não nos atacamos - "cada um com a sua bicicleta", mas com as buzinas caladas.
Empate técnico...porque combinado.
Só faltou no final, ver o Louça e o Jerónimo, abraçados e a cantarem em uníssono a "Internacional Socialista"!
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Debate Eleitoral; BE; CDU; Louça; Jerónimo
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